Nosso melhor presente de Natal (alguns meses depois)

Para dizer se um presente é bom mesmo, nada melhor que o tempo e os efeitos dele na nossa vida. Às vezes ganhamos coisas que à primeira vista são a solução para muitos problemas e que com o passar do tempo percebemos que não é bem assim, acabam ficando sem uso e obsoletas rapidinho ou simplesmente não nos preenchem. Às vezes não ganhamos essas “coisas”. Elas nos encontram e mesmo que à primeira vista a aparência não seja de um presente tão grande assim, com o tempo acabam se revelando e mostrando a que vieram. Percebem que “coisa” aqui tem um significado bem amplo, né?

Esse post é pra falar da nossa gatinha, a Cleo (também com conhecida como Cleopátra), que chegou aqui num dia em que tudo estava dando errado.

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Eu e minhas companheiras – felina e humana

Eu vinha de uma fase improdutiva, sem criatividade e trabalhando no automático, coisa que eu não gosto nem um pouco, mas que às vezes acontece e a gente tem que aceitar (fazendo esforço para mudar também). Mais especificamente no dia 26 de novembro, eu e o Tiago seríamos padrinhos do casamento do melhor amigo dele. Tinha planejado uma roupa linda e econômica: comprei uma blusa de paetês de segunda mão, pedi pra minha ex vizinha lá de Nova Lima fazer uma saia de tule rosa e estava fazendo os acessórios que eu usaria. Alguns dias antes a saia chegou e havia ficado enorme, pois o forro que comprei pra ela não era o correto e ficou super armado. Ainda tentei consertar, mas ficou ó! uma merda. E a blusa com a saia larga estava totalmente nada a ver. Pra finalizar, enquanto terminava de fazer os brincos de prata ainda queimei feio meu dedo e não pude continuar trabalhando neles. No dia 26 a gente saiu cedo em busca de um vestido que servisse para a ocasião, pois precisava ser longo e cor de rosa. Encontramos o vestido e quando chegamos em casa encontramos também uma gatinha assustada se escondendo debaixo da cama da Mari.

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Foto do primeiro dia que ela saiu da toca <3 Magrinha, orelhuda e com pelo curtinho

Obviamente ela não foi parar ali por acaso. Mari havia descido até a rua para acompanhar a amiga que tinha dormido aqui e na porta prédio viu a Cleo no meio de alguns arbustos. Ao chamar, ela veio e ficou roçando na perna da Mari pedindo carinho e a Mari não pensou duas vezes: pegou a gata no colo e trouxe pra casa. Porém chegando aqui ela se assustou e ficou escondida.

Quando eu e o Tiago chegamos, Mari disse que tinha uma visita e eu já comecei a ficar preocupada com visitas não planejadas hahaha e me levou até o quarto dela onde vi a Cleo com os olhinhos arregalados debaixo da cama e com o narizinho cheio de meleca pela primeira vez. Naquele ímpeto de mãe, chamei a atenção da Mari, pois ela não deveria ter trazido a gatinha para casa sem antes nos perguntar. Ao mesmo tempo, meu coração se encheu de alegria, mas ainda precisava saber o que o Tiago achava. A gente planejava adotar um animalzinho, mas estávamos esperando um tempo até que as coisas se acertassem, nossa rotina estivesse mais tranquila e com menos idas a Minas. Havíamos pensado em ir a uma feira de adoção onde soubéssemos a procedência dos animais, já pegar um animal castrado e sem doenças. Pensamos errado.

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No 10º dia – Já demonstrando boa disposição para o trabalho como assistente na Toda Coisinha

Tiago resistiu pois não achou certa a atitude da Mari. Eu também não achei, mas entendi totalmente a situação dela e a da Cleo principalmente, pois era nítido que ela estava magra e precisava de cuidados. Em hipótese alguma eu colocaria a gatinha na rua novamente e como já queríamos um animalzinho, a decisão foi de que a Cleo ficaria.

O primeiro passo foi logo comprar a ração, a caixinha de areia e preparar tudo para no novo lar da felina. Mas acho que nesse primeiro momento ela não aceitou bem isso e se escondeu da gente o tempo todo. Isso foi num sábado e no domingo notamos que ela não havia comido e que estava respirando pela boca, com o nariz todo entupido. Levamos ao veterinário que passou os medicamentos e recomendou internação caso ela não comesse dentro de 48 horas. E ela não comeu. Se escondia, ficou arisca e além de tudo ainda tínhamos que dar remédios na boca dela. Era uma luta que rendeu muitas mordidas, arranhões e até antitetânica e antibióticos para mim, pois não sabíamos de onde ela vinha. Daí veio a internação e uma facada com os custos e medicamentos.

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Em fevereiro – achando que é cogumelo

Quando ela voltou para casa ainda estava muito arisca e não queria saber da gente. Deixamos que ela se sentisse à vontade e demos espaço. Depois de 10 dias ela esboçou as primeiras interações sentando ao nosso lado, cheirando e lambendo. E depois disso foi só amor <3 Aquela gata arisca e nervosa se mostrou na verdade a gata mais carinhosa desse mundo, uma amassadora de pãozinho sem igual e dona de um ronron super potente. Desde então espera ansiosamente a gente acordar para rolar no chão e pedir carinho na barriga (e sachêzinho também), me acompanha em todos os momentos e quando não está atrás de mim pela casa, está dormindo em algum cantinho dos seus preferidos (minha cama, entre as almofadas do sofá, na área de serviço, na mochila do Tiago ou na minha mesa de trabalho).

Atual bola de pelos <3

Atual bola de pelos <3

 

Trabalhando

Trabalhando

Um cochilo descontraído no meio da tarde

Um cochilo descontraído no meio da tarde

Ter a Cleo aqui trouxe mais vida para a casa, mais amor para a nossa rotina e uma alegria que me motivou a fazer tantas mudanças que eu desejava, mas nunca tomava a iniciativa. Cleo trouxe ainda mais amor verdadeiro pra gente e esse sim foi o maior presente que poderíamos receber da vida, do universo.

Brincando no ateliê

Brincando no ateliê

Mesmo com sua saúde ainda inspirando cuidados – ela chegou aqui anêmica, desnutrida e ainda tem infecções respiratórias recorrentes, mas é FIV e FELV negativo –  ela está cada dia mais forte e saudável, com um pelo lindo e felpudo que dá vontade apertar o tempo todo. E posso dizer que não me sinto mais sozinha como me sentia antes nos momentos de trabalho, ela é a melhor assistente felina do mundo <3

Amor cura tudo

Amor cura tudo

Os aprendizados com ela por aqui são constantes. Recentemente ela teve hiperplasia mamária depois do primeiro cio, daí foi mais uma facada com os exames e procedimentos. Há 12 dias ela foi castrada e o problema resolvido de vez. Ela já está ótima e saltitante, ainda de roupinha cirúrgica. Isso nos faz lembrar da responsabilidade que é cuidar de uma vida, seja ela qual for. Animais assim como seres humanos merecem carinho, respeito e comprometimento. Por isso é sempre bom pensar bastante antes de adotar um bichinho, pois custos imprevistos e outros probleminhas podem surgir com facilidade. Precisamos ter consciência de que nem tudo é só carinho, miau, ronron e um mar de rosas. A responsabilidade chama sempre!

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Quem tem gatos sabe o quanto eles são presentes em nossas vidas e como tudo o que acontece, sempre vem trazer um aprendizado, algo especial para nos fazer evoluir como seres humanos. E não poderia deixar de observar que apesar da resistência inicial, o Tiago é mega babão e a Mari nem se fala, é um amor só! Eu acho que nem preciso comentar mais nada a meu respeito, né?

Para as noivinhas – Só o Santo Ajuda

Esse post vem em um dia bem simbólico: hoje completam 2 anos desde o dia do meu casamento, digo a festa, aquele momento tão esperado e tão planejado por quase toda noiva. Quem passou por isso sabe a mistura toda de sentimentos que é planejar, escolher os fornecedores muitas vezes como se estivesse dando um tiro no escuro e investindo uma grana que não é pouca em tudo isso.

Me casei em Minas Gerais, numa cidade pequena e por lá, para escolher os fornecedores e fazer o melhor que podíamos com a grana limitada disponível, confiei nas indicações de pessoas conhecidas, nos “Faça Você Mesmo” e na ajuda da família e de amigos também. Desde que me mudei para o Rio de Janeiro tive a oportunidade de participar de alguns eventos para noivas, mesmo não sendo mais noiva. Gente, essa coisa pega mesmo e não desapega, pois desde então venho trabalhando em parceria com pessoas que produzem com todo amor do mundo para as noivas, atendendo pedidos especiais das noivas com o trabalho na Toda Coisinha e aí por diante. É um universo que eu adoro e que me faz sempre suspirar, sentir um pouquinho daquele friozinho na barriga de dois anos atrás e lembrar de toda aquela alegria concentrada <3

No dia 13 de junho, dia de Santo Antônio,  fui convidada pela Diana Benchimol (pessoa maravilhosa, que faz arranjos de cabelo maravilhosos para noivas) a participar do evento “Só o Santo Ajuda“, realizado por ela em parceria com a Mais Artes Eventos. No dia postei algumas fotos no Stories do Instagram do blog, mas foi um evento com um clima tão intimista, fornecedores super bacanas, decoração tão fofa, feito por pessoas alto astral que valem as fotos.

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Eu, Diana e Anna

Pra mim, os pontos altos do evento foram a mesa de doces e as rodas de conversa. Amei de verdade! E claro, comi muitos docinhos de casamento, por que né…

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Fiquei encantada com os bolos da Julia Nunes – lindos e de longe você sentia o cheirinho de bolo gostoso

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Topos de Bolo da Annita Loja

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Doces da M&Y’s, Salve Brownie e Minis Cupcakes – tudo delicioso

O trabalho da Diana é único e incrível. Ela trabalha com pedrarias, miçangas, flores de tecido e flores modeladas e cria acessórios de noivas tão delicados que dá vontade de casar outra vez só para poder usar. Algumas pecas estavam expostas no evento e isso e só uma provinha das coisas lindas que ela faz.

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O design floral e as lembrancinhas são obra da Drica, que mandou super bem.  A iluminação bem aconchegante foi feita pela Infinity.

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Mas como eu ia falando, as rodas de conversa foram realmente maravilhosas, descontraídas e agregadoras.

Primeiro foi a vez da Lívia Peigas, que é psicóloga, falar sobre 7 pontos chave de uma relação saudável baseado na psicologia positiva. Uma conversa que serviu para todos ali presente pois quando o assunto é a relação com outro que a gente escolhe se relacionar, é preciso manter rotinas de cuidado e de atenção (em QUALQUER relacionamento).

evento-noivas-alternativo-carla-alves-marredesi-rj--143 evento-noivas-alternativo-carla-alves-marredesi-rj--147Depois de uns bons drinks oferecidos pela Porto Divino e que harmonizaram perfeitamente com os doces, foi a vez da Gaby Machado, que é Terapeuta Holística, falar sobre Massagem Tântrica. E nessa hora posso garantir que todos ficaram bem atentos. Foi um papo enriquecedor e que quebrou muitos paradigmas que as pessoas normalmente têm quando o assunto é o Tantra. Gaby domina completamente o assunto e mostrou como a massagem tântrica pode ajudar a despertar o amor o amor próprio, a consciência e o amor ao próximo.

Foi super bacana e enriquecedor. Recomendo que as noivinhas sigam o perfil do Só o Santo Ajuda para ficarem por dentro dos próximos eventos :)

Local: Marré de Si

Fotos: Carla Alves

Vídeo: Jimi Drummond

Cenário de Festa Junina inspirado na xilogravura nordestina

Já estamos no meio de junho e essa é aquela hora que a gente percebe como o tempo passou voando! Eu que alguns dias atrás contava as horas para junho e as festas juninas chegarem, hoje só peço para que o tempo passe um pouquinho mais devagar pra  gente poder aproveitar tudo o que mês tem a oferecer em termos de festas, comidas e celebração da cultura popular brasileira.

As festas juninas como conhecemos carregam características bem brasileiras e que têm muita força no Nordeste do país, apesar de ser uma festa introduzida no Brasil pelos portugueses. Na Europa, desde o período pré gregoriano haviam festas pagãs no mês de junho para celebrar o solstício de verão e as boas colheitas. A igreja católica passou a comemorar com festejos o dia de São João, no dia 24 de Junho (eram as festas Joaninas) e mais tarde de outros santos (dia 13, Santo Antônio e dia 29, São Pedro), transformando as celebrações nas Festas Juninas. E desde então o brasileiro celebra as festas como um traço marcante da sua cultura e história.

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Piñata de lua feita com caixa de pizza – veja como fazer

Esse ano queríamos trazer algo diferente, bem ligado ao Brasil mas com um ar de novidade (ao menos aqui pelo sudeste). Por isso eu e a Anna idealizamos um cenário inspirado na xilogravura, por ser também tão característica do Nordeste quanto as festas juninas e por muitas vezes esta arte retratar a própria festa junina de forma tão inspiradora.

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O banquinho da Ju Amora casou perfeitamente com o cenário

A Xilogravura é uma arte milenar que marca a identidade da cultura do Nordeste do Brasil e retrata o rico imaginário da cultura popular a partir de temáticas religiosas, políticas e até eróticas. A técnica consiste em talhar um pedaço de madeira usando facas e canivetes bem amolados. (trecho de um post que escrevi para o Follow The Colours –  Clique aqui para ler mais)

O fundo do cenário foi feito com estrelinhas de papel  – já mostramos como fazer aqui no blog - e com cactos feitos com uma caixa de papelão que ia para o lixo. É tão simples de fazer que nem precisa de passo a passo. Basta desenhar o formato que você quer na caixa, recortar e depois pintar com tinta preta (pode ser acrílica ou tinta para artesanato usando um pincel largo e macio). Depois que a tinta secou, os detalhes foram feitos com caneta Posca, mas pode ser feito também com tinta branca ou papel branco recortado e colado.

Para completar a composição, tivemos os deliciosos doces da Bem Bolado e também a presença do casal Lampião e Maria Bonita e do Bumba meu Boi, personagens importantes e históricos no Brasil.

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No chão usamos forros de crochê que fazem alusão às rendas nordestinas.  Como mesa e aparador usamos banquetas e minha mala Toda Coisinha <3

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O casal Lampião e Maria Bonita pintado pela Annita Loja. Mesmo com todas as controvérsias, são personagens importantes da história brasileira, principalmente a nordestina.

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Pé de moleque cremoso da Bem Bolado

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Quentão e Pipoca de Paçoca

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Cocada que não pode faltar!

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Broa de milho com goiabada (em breve tem receita aqui)

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Não tenho nem palavras para esse bombom recheado de pé de moleque

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E o Bumba Meu Boi que modelei e pintei com muito esmero!

Fesjunina-3Aí ficam muitas ideias de cenário e de comidinhas para essa época do ano <3 No meu board de Festa Junina do Pinterest também tem um monte de receitas e ideias de decoração para aproveitar!

Ahhh! E como esse cenário estava tão lindo e apaixonante, aproveitamos para fazer fotos nossas inclusive <3

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Eu e a Anna

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Espero que tenham gostado e que se inspirem para criar novos cenários e festas lindas!

Simples e lindo: conheça o cantinho da Rubyane Borba

Dia desses enquanto rolava o feed do Instagram me deparei com a foto de uma cozinha que arrebatou meu coração pelo simples fato de que tudo o que tinha ali era possível. Digo que algo é possível quando batemos o olho e sabemos que foi feito com dedicação, pensando na praticidade e na beleza e sem extravagâncias ou exageros. Esse tipo de decoração possível e simples me conquista cada dia mais e ver a cozinha que logo depois vim a descobrir que é da Rubyane, reacendeu uma faísca de esperança aqui dentro quando o assunto é “decoração da casa”.

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A foto foi bem essa aqui e vi no instagram da Oca Pop!

Pouco tenho falado sobre o decoração aqui no blog e acho que esse silêncio diz muito sobre os últimos anos sem muitas novidades, empenho ou mesmo dinheiro para mudar as coisas, mas pretendo aos poucos ir retomando e mostrando inclusive o que tenho feito aqui no meu cantinho com muito esmero depois de tanto tempo de espera e de outras prioridades. Maaas, enquanto esses posts não vêm, quero apresentar a vocês a Rubyane (que pessoa linda!) e a sua casinha mais que aconchegante e cheia de pitadas de brasilidade misturadas com muito afeto e referências da internet.

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Fotos P&B, colheres de pau, peneiras de palha e frutas de madeira trazem um toque especial e brasileiro para a cozinha da Rubyane

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As cores deixam o ambiente leve e alegre

Rubyane Borba - Revista Oca Pop - 7° edição - 2017 -34 Rubyane Borba - Revista Oca Pop - 7° edição - 2017-18

Ruby (como é chamada), é designer de interiores gaúcha que vive em Recife. Hoje, Ela estuda restauro de mobiliário e está também se aprofundando na pesquisa sobre a casa brasileira. Além de ter 4 gatinhos lindos, Ruby adora fotografar e está desenvolvendo projetos junto do seu marido, que é fotógrafo.

Rubyane Borba - Revista Oca Pop - 7° edição - 2017-31 Casa - Decoração Afetiva- 2017_ OcaPop - Rubyane Borba - Recife - Abril 2016 (29)Ela adora flores, pessoas e tudo que seja relacionado ao jeitinho brasileiro.  Se diz também apaixonada pelo brasileiro, por suas mil faces, seus sorrisos e suas histórias. Pelos seus nomes e sotaques. “Isso faz meu coração bater de verdade. Assim como a arte e o amor”, conta Ruby.

Perguntei para Ruby o que ela entende sobre Decoração Afetiva, termo visualmente tão bem empregado na decoração da sua casa

“Pra mim, a decoração afetiva é uma ligação do morador com a sua casa. É como se a casa fosse uma extensão do seu corpo e estilo de vida. Quando eu aplico esse conceito, eu vejo o quanto às pessoas estavam desconectadas de suas casas. E é esse resgate que eu tento fazer: de que a pessoa entenda que a sua casa é pra ser vivida que não serve só pra guardar coisas e dormir e tomar banho, comer e assistir TV…. que a sua casa é o seu templo. É o refúgio do seu descanso e bem estar. Que decoração afetiva é viver a sua casa de fato. Plenamente.”

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Falo por experiência própria que gatos são ótimos para decorar qualquer ambiente <3

Homeoffice-1 home office COM LOGO Casa - Decoração Afetiva- 2017_-2 Sobre alinhar a decoração afetiva com outras referências e até mesmo as tendências, Ruby diz que é um trabalho bem delicado, pois sempre o pedido do morador virá em primeiro lugar. Afinal o importante é o reconhecimento da casa dele.

Perguntei também de onde vêm as inspirações para os projetos:

“Acompanho o trabalho de muita gente bacana mas quase sempre a inspiração para encontrar as soluções ideiais estão em lugares onde a gente menos espera. Uma das minhas maiores referências é sempre o lugar onde eu me encontro, a cultura local, o tipo de paisagem que encontramos. Posso dizer que as minha maiores inspirações e referências estão em coisa inimagináveis. As pessoas, a arte e a natureza são o que mais me dão respostas e o que mais me movimentam. Observando e ouvindo esses três eu encontro muito material e bagagem pra projetar e decorar.”

 

OcaPop - Rubyane Borba - Recife - Abril 2016 (25) Maria Alice-7 Rubyane Borba - Revista Oca Pop - 7° edição - 2017-7E um ponto crucial de toda essa paixão instantânea pelo trabalho da Ruby foi a incorporação das referências brasileira na decoração da casa dela e aqui ela conta para a gente como esse processo lindo acontece:

“Acho que o que mais me inspira a decorar a minha casa é a busca pela conexão com o que é real e com o que me acalenta. O desejo de viver intensamente cada minuto e cada pessoa com quem eu me relaciono faz com que eu queira que a minha casa seja um lugar feliz, um abraço para quem vem. Essa busca pela brasilidade sempre foi algo muito presente em mim. As cores do Brasil, as pessoas , os cheiros e os sotaques me fazem querer ter esse Brasil vivo e lindo sempre por perto. A decoração brasileira é um retrato cultural e social muito forte e ela vem naturalmente. Não segue uma tendência ou estilo, ela floresce puramente. O que a gente tem aqui é único no mundo. Um mar de texturas e cores. Um mix muito rico de influências culturais. E porque não trazer isso pra decoração, né?”

OcaPop - Rubyane Borba - Recife - Abril 2016 (13)Se apaixonou também? Aproveita e conta pra gente o que achou!

Siga a Rubyane no Instagram – @decoracaoafetiva