Rio de Janeiro

Tá tudo jóia.

Há algum tempo contei por aqui sobre os novos desafios de aprendizado que escolhi no ano passado e desde então, venho praticando e aperfeiçoando para que o dia de hoje finalmente chegasse.

Hoje é o dia em que coloquei minhas primeiras jóias à venda, antes disso vinha aceitando encomendas, mas lançar as peças na Toda Coisinha requer todo um cuidado, um alinhamento ao trabalho e ao momento pelo qual passo. Acho que talvez por isso eu tenha demorado tanto, já que tinha planos que isso acontecesse ainda no ano passado. Teve também toda uma questão de aceitação, uma aceitação bem estranha que é na verdade aceitar que eu sei fazer jóias. Aceitar que você é bom em algo é às vezes, contraditoriamente, a parte mais difícil.

IMG_3322Hoje me sinto mais segura e sei que as coisas só vão realmente se transformar de verdade quando eu conseguir colocar mais desse projeto no mundo e por inteiro, mas esse é o primeiro passo de muitos que virão.

São apenas 3 peças, mas que têm um significado e uma importância enormes.

Vi o ano começando, férias repentinas surgindo (leia mais aqui) e minha vida profissional fora de ordem. Prazos a cumprir, planos para colocar em prática e o coração pedindo para desacelerar e olhar para dentro. Sempre gostei de contar como me viro bem cuidando da casa e do meu trabalho, mas nos últimos meses esse sentimento foi diferente e eu já contei isso por aqui também.
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O ano de 2016 foi de algumas escolhas muito importantes e as consequências começo a sentir agora. Sempre que a gente se depara com uma nova escolha, é inevitável também se deparar com novas mudanças. E essas mudanças estão chegando com tudo: vejo muitas portas se abrindo no meu caminho, mas sabe aquela hora em que fica difícil escolher onde entrar? Minha primeira reação foi tentar organizar tudo por dentro e por fora e dar espaço para a vida fluir.
Certa vez li que os antigos romanos acreditavam que usar uma anel forjado em ferro no quarto dedo da mão esquerda estava ligado ao fato de haver ali uma veia que vinha direto do coração, a Vena Amoris, como eles chamavam. Além disso, esse anel significava a força e a permanência. Tempos depois, cientistas descobriram que essa veia não existe, mas para os românticos assim como eu, é uma explicação bonita sobre coisas que usamos nas mãos e sobre como usamos nossas mãos. Se tem uma parte do meu corpo que eu amo e venero são as mãos e olha que por muito tempo eu não gostei delas. Meus dedos são finos e compridos e a mão magra que só. A vida inteira recebi críticas pelo fato de minha mão não se encaixar num padrão de beleza de mãos que até hoje eu não entendi qual é. Chamavam de mão de E.T., mão cadavérica, enfim, qualquer coisa que pudesse ser considerada feia, exceto por raras pessoas que achavam na verdade que eram mãos de pianista. A que ponto chegamos?
Mais tarde, quando lá pelo ano de 2011 retomei os trabalhos manuais que hoje são a essência da minha vida junto do amor que consegue escorregar pelas pontas dos dedos, vi que minhas mãos eram mais que perfeitas. O dedo fino é agil e trabalha como uma pinça, a mão magrinha consegue atravessar bocas de potes de vidro e trabalha muito bem com terrários e em 2011 também foram essas mãos que ganharam um anel que significava muito uma mudança muito importante.
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Para os antigos egípicios, os anéis usados como símbolo de compromisso e fidelidade entre um homem e uma mulher tinham o poder sobrenatural de tornar o amor eterno. Certamente há muitas explicações históricas para o uso da aliança e a gente sempre escolhe a que se apegar. Eu e o Tiago, meu marido, trocamos nossas primeiras alianças em 2011. Já tivemos aliança de alga do mar, de coquinho, de pedra, de ouro e hoje usamos uma de prata que foi feita por mim, as primeiras que fiz. É claro que elas têm um significado mais que especial, pois simbolizam pra mim a mudança, as escolhas e a simplicidade que a gente busca no amor. Amor esse que nasceu no Carnaval de 2008 e hoje segue firme e forte.
E dessas escolhas importantes que fiz, uma que tem trazido muitos resultados foi ingressar em um curso de ourivesaria. Trabalhar com as mãos mexe comigo por dentro e por fora e é com muita alegria e depois de muita história que hoje lanço as primeiras jóias da Toda Coisinha.
São alianças simples, mas é aí mesmo na simplicidade que mora a maior beleza do amor. Elos que com a forma infinita do círculo lembram a força e a permanência do amor, a união, o respeito mútuo e o carinho, o que também se resume a ser fiel às crenças e às coisinhas em comum quando se é parte de um casal. Para renovar votos, fazer novos pedidos e celebrar o amor de todas as formas <3
Sobre o que vem pela frente, bem, só tenho uma ideia. Mas tem uma parte minha que se apega muito aos pequenos mundos e tenho muitos planos para eles!

Pausa pra recomeçar – Arraial do Cabo/RJ

por em Viagem
Mesmo que todas as promessas de ano novo e todas as coisas que havia determinado para essa nova fase tenham começado em janeiro, sinto que só agora em fevereiro as coisas começam a caminhar de verdade, entrar no ritmo e talvez se tornarem mais organizadas. Digo talvez porque nunca fui das pessoas mais organizadas com agendas, horários e tarefas. 
Essa sensação se deve também à volta às aulas da filhota, já que agora os nossos dias obrigatoriamente começam às 06:30 da manhã. Durante as férias dela ainda dava para enrolar e começar o dia um pouco mais tarde (bem mais tarde pra ser sincera). Hoje foi o primeiro dia da nova rotina de verdade (bom que ela muda a cada mês :P) e até que ele rendeu bem, me organizei melhor e estive inspirada. Claro, depois de um fim de semana em um dos lugares mais bonitos que já fui, não tinha como não ser assim.
Depois de ver uma foto da Praia Grande, em Arraial do Cabo/RJ, no Instagram, a Mari cismou que queria voltar lá. Já estivemos na cidade em 2009, eu a Mari e o Tiago,  e voltamos no último fim de semana acompanhados de um grupo de amigos. Achamos passagens baratas entre BH/RJ e como não havíamos feito nenhuma viagem durante as férias escolares, foi um passeio merecido. A única dificuldade foi encontrar uma pousada com preço acessível e quartos livres, quase todas estavam lotadas e as que tinham vagas, tinham também o preço bem salgadinho pros nossos padrões. Mas acabamos encontrando uma pousada legalzinha e com o preço bom depois de ligar e enviar e-mails para quase todas as pousadas da cidade.
Salinas no caminho
Saímos do Rio no sábado bem cedinho e pegamos só um pouco de trânsito na ida. A estrada tem partes tão bonitas que não foi sofrimento algum encarar algumas horinhas para chegar ao paraíso.
Chegada na Praia Grande. E ainda tinha um tobogã!
Quase não paramos na pousada que reservamos, já que passamos só uma noite por lá, chegando no sábado e saindo no domingo. Assim que chegamos deixamos nossas coisas na pousada e fomos a pé para a Praia Grande, uma praia de cair o queixo, daquelas com vários tons de azul no mar que se misturam com o céu. Ficamos todos bobos com a beleza do lugar. E o melhor é que a praia é grande de verdade e mesmo estando cheia de gente, parecia estar vazia. Os únicos contra são o mar suuuuper gelado que mais parece um lago na Sibéria e a quantidade de águas viva, mas nada que impediu um mergulho na base da coragem e sem encostar nas bichinhas. 
Sem filtros hihihi
Almoçamos em um quiosque na Praia Grande e depois voltamos para a pousada, tomamos um banho e fomos ver o pôr do sol no Pontal do Atalaia, o ponto mais alto da cidade de onde é possível vislumbrar uma paisagem incrível. Como era de se esperar, estava bem cheio, mas arrumamos nosso cantinho e não perdemos nadinha do espetáculo. Depois de sair do Pontal, fomos para a feirinha de artesanato no Centro, já que a Mari não nega suas origens e não resiste a uma bugiganga.

No domingo acordamos bem cedo e fomos para a Praia dos Anjos, que fica perto do Centro de Arraial. De lá saem todos os barcos que levam para passeios nas praias mais afastadas e nas ilhas no entorno de Arraial do Cabo, pagamos R$40 por pessoa no passeio. O cais fica lotado, então é bom já deixar o passeio agendado no dia anterior e chegar na hora marcada. O passeio dura cerca de três horas e meia e passa pelas praias do Forno, Prainha, Ilha do Farol e Gruta Azul. 
No barco
Não descemos na Praia do Forno, mas da outra vez que estivemos em Arraial quase não saímos de lá. É ótima para ir com crianças, já que a água é transparente, bem calminha e não tão gelada quanto na Praia Grande. Também não tirei muitas fotos do passeio, pois descer do barco com o celular ou câmera na mão não era das melhores ideias.
Praia do Farol
Depois passamos pela Gruta Azul, pela Fenda de Nossa Senhora e paramos na Praia do Farol, que fica na Ilha do Farol. É uma das praias mais sensacionais de Arraial (compete com a Praia Grande no quesito beleza, apesar de ser bem menor) e lá só é possível chegar de barco. A água é super calma e de tão clara, é possível enxergar peixinhos transparentes nadando pertinho da gente. Além disso, é cheia de conchinhas <3 Na praia tem também uma base da Marinha e uma área de proteção ambiental na qual não é permitido o acesso, onde tem um cemitério indígena. A Praia do Farol já foi eleita por 3 vezes a mais bonita do Brasil e uma das mais bonitas do mundo. E eu concordo  muito com isso.
A fenda – foto roubada do Facebook do Tiago Melo
A última parada foi na Prainha, que fica no Pontal do Atalaia. Lá dá para chegar de carro, mas fomos de barco. Nessa parada fiquei tomando sol enquanto a água calminha batia de leve na perna e a Mari nadava toda feliz. Enquanto isso, o noivinho foi caminhar com os amigos pela praia.
Igrejinha fofa em Arraial do Cabo
Quando acabou o passeio de barco, ainda fomos na pousada tomar um banho, passamos em um quiosque na Praia Grande para almoçar e depois foi hora de partir.
Voltamos para casa sossegados e mais calmos depois de aproveitar tanta coisa bonita. Foi pouco tempo, mas o suficiente para entrar em sintonia.
- Arraial do Cabo fica bem pertinho de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro
- Tem ônibus pra lá saindo do Rio de Janeiro e também de Cabo Frio, a cidade é pequena e dá para se locomover bem a pé
- Há hospedagens boas a partir de R$150,00 a diária para casal, mas em alta temporada é difícil encontrar. Tem vários hotéis e pousadas cadastrados no booking.com além de muitas casas para alugar em fins de semana e temporadas
- A comida nos restaurantes e quiosques tem o preço um pouco salgado, mas acredito que isso se deva a alta temporada
- No mais, nada que o Google e o Waze não resolvam :)

O Bazar mais fofo do ano e um fim de semana cheio de amor

por
Semana passada estive no Rio de Janeiro e como disse, com dedicação exclusiva às minhas amigas da …com Lola. Em novembro, a Tânia e a Emika me convidaram a participar com a Toda Coisinha do Bazar de Natal que elas promoveriam no ateliê. Eu aceitei sem pestanejar e até mesmo sem pensar na maratona que encararia, pois sabia que o resultado seria compensador. Desde o início, não me importei só com as vendas (apesar de essa parte ser importante), mas com os momentos especiais que compartilharia com pessoas queridas e nas relações que se desvirtualizariam. Olha, nem vem falar que não sabia porque eu contei aqui no blog, convidei todo mundo e ainda avisei que o dedo de quem não fosse cairia hahaha
O dia lindo deu ânimo e encheu a gente de disposição.
Dentro da sala onde funciona o ateliê da …com Lola, montamos nossos cantinhos, cheios de arte e fofura. Aproveitei a oportunidade especial e mostrei várias novidades que entram em breve na lojinha (outras nem chegarão a entrar, pois foram vendidas por lá mesmo).

Os banners feitos pela Amanda Mol para a Toda Coisinha foram sucesso
Colares terrário <3

A mesa da Toda Coisinha
As jóias da Lis Haddad
com Lola <3
Espaço Marise Piloto
Muita gente querida esteve por la´e quem eu lembrei de chamar para tirar foto com os cartazes vocês conferem logo aí embaixo :P Sou bem distraída e acabei me esquecendo desse pequeno detalhe que havia planejado.
Ju, do blog Casa de Amados 
Flávia, leitora querida 
Milla e Nat Puga

E ainda a Lu, a Manuela, o Rafael, o Fabrício, o Tiago e todo mundo mais que passou por lá ;)

O Bazar foi no sábado, dia 07 e no domingo, dia 08, ainda foi dia de espalhar mais amor. Nesse dia, pude fazer a tão desejada participação em uma ação do Brincando…com Lola, o projeto social que a Tânia e a Emika desenvolveram. Passamos a manhã na casa de acolhimento Ayrton Sena, em Vila Isabel/RJ. Os clientes da …com Lola doaram kits de arte e de higiene pessoal e para cada compra que é feita no ateliê …com Lola, uma Lola ou um Dôdu são doados a crianças carentes em uma ação de arteterapia vivencial.

Mais fotos aqui

E assim foi o Bazar mais fofo do ano e um fim de semana cheio de amor <3

A decoração de Natal no reino da alegria

por
A época de Natal chega e os posts com inspirações começam a pipocar. No ano passado entrei tanto na onda que rolou até um Especial de Natal aqui no blog e foi tanta coisinha linda que esse ano pouco sobrou espaço e até mesmo de ideias, já que a correria com o trabalho tem ocupado tanto tempo.
Mas mesmo assim, no meio de um fim de semana intenso no Rio de Janeiro, eu e o noivinho arrumamos um tempo para colocar em prática uma ideia que estava na cabeça desde o ano passado: uma árvore feita com galhos secos e pompons.
Quando eu era pequena, achava a árvore com galhos secos feia, pois as que eu via em algumas casas que visitava eram sempre enroladas em papel alumínio (desculpa se alguém que recebeu minha visita e tinha uma árvore dessas está lendo isso). Talvez fosse o papel alumínio que provocasse o efeito que eu não gostava, porque quando vi o galho seco sendo usado em várias decorações achei a coisa mais linda. E a árvore de Natal com galho seco então… com a ajuda de luzinhas especiais e dos queridos pompons (que eu já havia feito no ano passado e usado nessas luzinhas) virou meu xodozinho desse ano.
Não é porque é uma árvore com galhos secos que não pode ter a “estrela”, não é? Aí o pompom amarelo cumpriu lindamente essa função.

As luzinhas especiais, que pouco aparecem, são um fiozinho de cobre com gotinhas minúsculas de luz e que funcionam à pilha. Comprei pelo Ebay e demorou um mês e meio para chegar. Elas foram usadas para decorar também a mesa da Toda Coisinha no Bazar de Natal, no ateliê da …com Lola.

A árvore no nosso apê no Rio (o nosso reino da alegria), ainda meio vazio, mas que aos poucos começa a ganhar vida :)
E as luzes de cerejinha enfeitando a nossa varanda <3 Essas luzes comprei em uma lojinha aqui em Nova Lima e eram as últimas :(
P.s.: Edu e Thalita também fizeram árvores de Natal com galhos secos. Não estávamos combinados, mas achei super legal, pois cada árvore ficou com a cara do dono. Uma coincidência e tanto :) Vale conferir os links.

Crédito das fotos: o noivo <3