banqueta

Puxa o banquinho de concreto e senta que lá vem história!

O post de hoje é pra reafirmar o quanto gosto desse cantinho e me sinto em casa aqui, como em nenhuma outra rede social. Essa semana vi um entrevista em um programa de TV (que eu não tenho ideia qual era, nem em qual canal, pois a tv estava ligada por acidente) de um cara falando que os blogs são como as ruas da internet e as redes sociais, os condomínios. E isso me traz a lembrança de que sempre fui da rua, de casa, de correr solta e aqui é onde faço isso na minha vida virtual, que é vasta! Falar do meu dia a dia, das minhas coisinhas e das coisas que me cercam é o que traz minha personalidade pra cá e de certa forma, alivia também o peso nos ombros (que aqui escorre pelos dedos e vira pirlimpimpim).

banquinho de concreto pronto

Olha o banquinho aí!

Semana passada foi uma semana daquelas em que tudo poderia acontecer e de repente via vida que andava meio empurrada com a barriga cobrando uma atitude urgente e que só depende de mim. Gente, quem nunca? Quem nunca adiou os planos, quem nunca deixou pra amanhã, quem nunca esqueceu, que nunca procrastinou? O único problema de tudo isso é que como qualquer coisa na vida, o excesso faz mal. E foi assim que eu me vi, como digo hoje, 20 dias atrasada no ano. Isso deixa

Fui deixando que as atividades rotineiras tomassem conta dos dias e todos aqueles planos no papel (uma checklist com mais ou menos 30 itens) sempre encontravam uma desculpa para não serem riscados. Algo que eu sempre me gabei de fazer bem foi esse malabarismo entre conseguir encaixar trabalho, rotina da casa, rotina da filha, a minha rotina e as novas ideias no tempo que cabe em uma semana. Mas desde que voltei das férias do casamento, pequei muito em relação a isso, mas já me perdoei, ok? Para se ter ideia, tinha um projeto que desde maio estava na lista dos afazeres e eu já tinha todo o material em mãos. Mas sempre tinha um telefonema, um email, um medo ou algo mais importante a fazer.

varandinha suculentaEsse projeto é o famoso banquinho de concreto do blog Homemade Modern e comecei a fazê-lo na semana passada, depois de estragar a minha geladeira usando uma faca e um martelo para quebrar o gelo e depois de quase cancelar uma viagem que vinha sendo planejada desde o início do ano. E tudo isso foi culpa daquele “deixa pra depois”.

Tudo começou com a geladeira da época das cavernas que ficou com a porta aberta sem querer e formou uma camada de gelo bizarra. Eu. com preguiça de esperar o degelo, fui lá com a faca pontuda e o martelo e quebrei não só o gelo, mas a geladeira. Furei o canal do gás que faz o resfriamento e o conserto ficaria quase no preço de uma nova (sem contar que eu já não tinha uma relação muito boa com ela). O que eu pude fazer foi lamentar um pouco, pois a gente continua apertado nas contas desde o casamento e me consolar comprando uma geladeira nova, em suaves prestações, maior e o mais importante: frost free (dessas que não forma gelo no congelador). A geladeira já chegou e depois de um perrengue que eu até curti, pois não tive que cozinhar todos os dias, tudo já está de volta ao normal.

Nesse mesmo dia que a geladeira quebrou, eu e o Tiago nos demos conta que iríamos em breve para Belém do Pará ver o Círio de Nazaré, que eu apesar de não ser religiosa, tenho muita vontade de conhecer. E claro, tenho também MUITA vontade de conhecer Belém, a cultura e a culinária paraenses. Só que nas vésperas da festa, nos esquecemos de reservar o hotel e adivinha: tudo muito caro ou tudo muito longe ou mal avaliado. Foi uma sofrência momentânea, mas que também já passou depois de incansáveis horas de pesquisa e muitos emails!

Com tudo isso acontecendo e eu vendo meu trabalho paralisado, resolvi colocar a mão na massa e executar projetos e planos que eu tinha há meses. Aprendi isso com a Rafa Cappai, de que quando você não consegue se concentrar num problema e resolvê-lo ou cumprir as tarefas que tem, pule para o próximo ou vá fazer algo que lhe dê prazer, como cuidar da casa, fazer um projetinho DIY. Depois vejam mais sobre procrastinação estruturada. E aí o banquinho finalmente nasceu! Com um medo danado de que não desse certo, que os pés ficassem desalinhados e bambos. E ele veio perfeitinho, firme e já está enfeitando a varanda!

materiais

Balde grande, pés palito, bastão, luvas, máscara, vaselina, papel, água e cimento

cimentoPara fazer o banquinho, usei mistura para cimento, daquelas que só acrescenta a água. Coloquei no balde de roupa suja (esses de silicone que a gente acha em lojas de departamento) a quantidade que eu achava que ficaria legal para a altura do banquinho e misturei a água. Antes de colocar a mistura, passei um pouco de vaselina com um papel para que soltasse mais fácil. A mistura ficou um pouco mole, daí coloquei mais um pouquinho de cimento, mas é sempre bom ler as instruções do fabricante. Cada um é de um jeito e os preços também variam muito.

cimento 2Usei um pedaço de madeira para misturar, mas como estava de luvas de limpeza para proteger as mãos (cimento resseca pra caramba) e com uma máscara de proteção para não inalar o pó, acabei colocando a mão na massa mesmo. Foi bem mais fácil!

pezinhosCom a massa consistente e sem pelotas, coloquei os pés palitos que ganhei de presente da Ana há um tempão, mas você pode usar 3 bastões de madeira com tamanhos iguais. Deixei os três bem alinhadinhos e confesso que essa foi a parte mais difícil. Depois foi só contar com a sorte e deixar secar por 24 horas. E não é que no fim das contas tudo deu certo?

cimento seco tirando cimento da forma

IMG_7001

De lá pra cá minha semana tem sido muito mais focada e produtiva. Às vezes a vida precisa dar um empurrão pras coisas andarem ;) E a nós só cabe colocar a mão na massa e manter a calma para fazer o que tem que ser feito.

Um banquinho cheio de história pra contar

Há um tempinho atrás mostrei no Instagram e na página do blog no Facebook um banquinho que ganhei e que veio acompanhado de uma história pra lá de fofa. A legenda e a foto eram as seguintes: 

“Melhor que um banquinho cheio de potencial, é um banquinho cheio de história pra contar. Ano passado fui no aniversário de uma amiga e me apaixonei pelo banquinho da avó dela. Depois que fui embora, a avó muito bonitinha disse que ela poderia me dar o banquinho. Ele ficou guardado por um ano, até que ontem foi aniversário da amiga outra vez e lá estava o banquinho me esperando. E o mais bonitinho é que foi a avó quem guardou e pediu pra me entregar”

Logo depois de postar essa foto, nos comentários tive o primeiro contato com uma moça que já ganhou um pedacinho do meu coração: a Ju Amora (com esse nome também, não podia esperar nada além de uma pessoa doce e cheia de amor pra compartilhar). Curiosa que sou, cliquei na foto de perfil dela e descobri que a moça é uma artista de mão cheia e que trabalha fazendo adivinha o que? Decorando banquinhos lindos <3
Olha ela aí!
E é muito fácil pirar com os trabalhos da Ju! Vejam e entendam que eu tô dizendo que não é qualquer banqueta que ela faz, são simplesmente as mais lindas e que não servem só para sentar, porque dá dó. São peças chave de decoração que dão vida pra sua sala, seu quarto, sua cozinha, sua varandinha, qualquer lugar!
Apenas ‘morrida’ com as banquetas neon
De primeira, me encantei pelo trabalho da Ju (já se encantou também, né?) e começamos a trocar mensagens. Ela, muito gentil e generosa, me deu várias informações que pedi (meio que na cara de pau) e eu sempre fico feliz por encontrar gente assim, do bem e desapegada, pois sempre tento agir dessa forma (e confesso que nem sempre consigo). 
Lógico que a primeira coisa que passa na cabeça da gente quando conhece alguém que faz trabalhos tão lindos é poder adquirir algo. As banquetas da Ju já estavam na minha lista de desejos quando ela se ofereceu para me ajudar a reformar o banquinho de vó, que até então eu não sabia muito bem o que fazer com ele.
E lá fomos nós!
O primeiro passo foi desparafusar a banqueta e separar as partes. Com a ajuda de um martelo e uma chave de penda, descolei a camada de fórmica que revestia a parte de cima e logo depois já embrulhei e enviei pra Ju Amora pelos Correios.
Usando dois tipos de lixa diferentes, uma mais grossa para retirar a tinta e pequenos pontos de ferrugem (100) e uma mais fina para dar acabamento lisinho (180), deixei os pés do banco livre de resíduos. Protegi os pés com fita crepe, onde eu não queria tinta. Daí foi só procurar um lugar bem arejado, forrar bem o chão com jornal e aplicar a tinta em spray. É importante seguir direitinho as instruções do fabricante e cada um segue parâmetros diferentes, então sempre leia o rótulo antes de usar. Deixei a tinta secando por um dia e depois, hora de montar. Na última foto já dá pra ver um pouquinho da maravilha desse banquinho, né?
Comprei protetores de borracha para os pés, que já estavam desgastados (custaram 2,99 numa lojinha de utilidades no Centro de BH) e arranhando o chão (o banquinho é bem antigo) e depois reuni as partes que ficaram separadas enquanto eu e Ju dávamos ainda mais detalhes especiais à história do banquinho da vovó <3
E tcharaaaannn! 
Olha que amor o que a Amora fez! Uma Cogumelândia e um gnomo tricotando coisinhas de vó! Fiquei mais que encantada com o resultado e essa já é uma das peças de decoração mais amada de todos os tempos, porque não basta ser lindo, ainda tem história pra contar!
Apenas babando no meu banquinho <3