O afeto é revolucionário <3 Todos os dias.

por em amor, Inspira Ação, Toda Coisinha

Esse última dia 08 de março foi especial para mim e de certa forma, revolucionário na minha vida. Acompanhei pela internet a mobilização de muitas mulheres, li textos e histórias incríveis e senti na pele. Chorei, sorri, me identifiquei e também escrevi pra caramba, falei, falei, falei! Uma coisa que percebi é que até pra falar muito a gente pede desculpa. Eu pedi desculpa por ter respondido a um email com textão e depois mais algumas amigas me pediram desculpas por me enviarem mensagens e comentários enormes que eram desabafos, trocas verdadeiras e cheguei à conclusão que a gente não tem que pedir desculpas não! Quero mais que falemos, que botemos pra fora aquilo de bom que a gente tem e também aquilo que nos incomoda. É um exercício e tanto, com certeza transformador e por hora eu resolvi falar de coisas boas e positivas que temos.

Preciso falar sobre o afeto e sobre a força que ele traz, sobre a capacidade de reagir, sobre as vontades que temos e as escolhas que fazemos. Tudo isso se liga ao afeto de uma forma bonita e na força feminina temos um instrumento maravilhoso de transformar afeto em atitude.
fundo de tela
Afeto é literalmente aquilo que nos afeta, nos move e nos torna únicas na maneira como sentimos e como percebemos o mundo. Ele se reflete no nosso trabalho, nas nossas relações sociais, na família, no modo como enxergamos e moldamos o mundo. É bem aquilo que vem de dentro e nos faz reagir, seja de forma positiva ou negativa.

Todo dia é dia de olhar para dentro e pensar como queremos que o que guardamos aqui impacte a nossa volta. Cuide do que você é por dentro e faça da luz que emana para fora a revolução.

Tenho lido bastante sobre feminismo e pensado muito a respeito do tema também. Penso que com afeto e respeito, a nossa chance de sermos ouvidas é muito maior. Estamos juntas e somos fortes e esse é o maior trunfo da luta feminina por igualdade.

Não acredito em revolução que seja feita em velhos moldes de ódio, violência e opressão. A mudança que está por vir é totalmente baseada no afeto, na força individual potencializada no coletivo, na capacidade de desconstruir e reconstruir compartilhando com o mundo o que a gente tem de melhor.

Para falar sobre igualdade é importante refletir sobre o que isso significa para nós e reivindicar. Por isso é preciso entender a importância do papel das mulheres na história coletiva e também na história de cada indivíduo, como fomos tratadas e como somos tratadas e o que é de fato essa diferença que nos assusta.

meninas dia das mulheres

A ideia de ser igual não é sobre haver padrões estabelecidos, mas sim sobre ter liberdade, aceitação e valorização para todos, independente de ser homem, mulher, trans, pluri, ou seja, nada mais do que seres humanos.

Para homenagear as mulheres, minha maravilhosa cunhada e talentosa mais nova ilustradora do pedaço, a Bárbara Rodrigues, criou pra gente ilustrações lindíssimas para serem usadas como fundo de tela de celular e wallpaper para o computador <3

Elas estão disponíveis para download nesse link aqui!

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5 comentários

  1. Dani

    Oi Zilah, eu acompanho seu blog tem um tempo e já vi você falando algumas vezes sobre a maternidade e sinto falta desses posts. Lembro que vi um post seu no Depois dos 15 e vi que você não gosta muito de falar nisso mas que tal falar um pouco sobre o lado não tão bonito de ser mãe solteira? Sei que é sua vida pessoal mas vejo seu caso como uma oportunidade de esclarecer as adolescentes sobre os riscos de fazer sexo sem proteção. Qual foi a reação do pai? Como ele te ajudou (se ajudou)? Como são as coisas agora? Que tipos de preconceito e dificuldades você teve? Acho que isso seria muito bom de se ler, pois por mais que ser mãe é algo muito bom, sinto que você só fala desse aspecto e mostrar o lado triste dessa situação é tão importante quanto o bonito.

    Fica a sugestão!

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    1. Zilah

      Oi, Dani! Tudo bem?
      Eu acho uma ótima sugestão, mas eu não me sinto em um bom momento para falar sobre isso agora.
      Depois desse post no Depois dos 15 eu refleti um bocado sobre a romantização da maternidade, mas aquela era minha situação. Eu realmente vivi até poucos anos atrás com a ajuda da minha mãe, no que parecia ser uma bolha de amor e compreensão.
      Hoje minha filha que é adolescente e vejo como essa é uma fase delicado e falar sobre isso aqui seria expor muitas questões dela. Não sei se você tem lido os últimos posts, mas eu sempre falo sobre algo relacionado a isso, não tão explicitamente.
      Quem sabe quando eu processar essa série de mudanças dos ´últimos anos eu volte a falar sobre isso de forma mais aberta.
      Beijos!

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  2. Dani

    E já pensou na hipótese de fazer um curiouscat? Eu vejo várias blogueiras fazendo mas não sei de nenhum seu! Seria uma ótima idéia, não?

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    1. Zilah

      To super por fora desses termos rsrs o que é curiouscat? hahaha

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      1. Dani

        É tipo um site de perguntas e respostas, vc tem a opção ter perguntas anonimamente ou não! É uma maneira direta de ter contatos com seus fás e ouvir as criticas, sugestões, elogios, tudo mesmo! É prático e rápido e ta mais que ha hora de vc criar um!!!

        Suuuper valhe a pena!

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